Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social

Terça-feira, 25 de Agosto de 2026 | Horário: 10:00
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Rede socioassistencial amplia acolhimento e proteção a mulheres vítimas de violência

Com 41 serviços exclusivos e 2.013 vagas, 331 mulheres vítimas de violência foram acolhidas pela prefeitura em 2026

Foto: Foto gerada por IA / (Imagem é meramente ilustrativa e não representa uma mulher vítima de violência) 

Jennyfer Reis  

Somente em 2026, 331 mulheres vítimas de violência já foram acolhidas em serviços da rede socioassistencial de São Paulo. O número representa cerca de 70% dos 470 acolhimentos registrados ao longo de todo o ano de 2025 e evidencia a importância de uma rede preparada para oferecer proteção, segurança e acompanhamento a mulheres que precisam romper situações de violência. 

Hoje, a cidade conta com 41 serviços exclusivos para mulheres, que somam 2.013 vagas, entre Centros de Acolhida, repúblicas, casas de passagem e unidades destinadas a públicos específicos, como mulheres trans, gestantes, mães com bebês e imigrantes. 

Essa estrutura também vem sendo ampliada. Nos últimos cinco anos, a Prefeitura criou 19 novos serviços exclusivos para mulheres, quase metade da rede atualmente existente. Foram implantados dez novos Centros de Acolhida Especial, cinco unidades femininas em repúblicas, dois centros de acolhimento específicos para mulheres em situação de violência, uma nova Casa de Passagem e um hotel destinado a mulheres transexuais, o Casarão Brasil. 

Entre os serviços criados especificamente para situações de violência doméstica e familiar estão os cinco Centros de Acolhimento para Mulheres em Situação de Violência, que juntos oferecem 120 vagas, e a Casa de Passagem para Mulheres Vítimas de Violência, com 30 vagas.  

Proteção que vai além do acolhimento 

Para a rede socioassistencial, acolher é apenas o primeiro passo. O atendimento busca garantir condições para que a mulher possa reconstruir sua trajetória com segurança e, sempre que possível, conquistar autonomia financeira, um aspecto fundamental para romper ciclos de violência associados à dependência econômica. 

É nesse ponto que o trabalho da assistência social se articula a outras políticas públicas. Por meio do Programa Tem Saída, parceria entre as secretarias municipais de Desenvolvimento Econômico e Trabalho (SMDET), Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS), Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC) e Segurança Urbana (SMSU), mulheres vítimas de violência recebem apoio para inserção e reinserção no mercado de trabalho. 

Desde a criação do programa, foram 2.844 ofícios do sistema de Justiça solicitando atendimento especializado, 1.176 mulheres cadastradas e mais de 500 inseridas no mercado de trabalho. Somente em 2026, 267 mulheres vítimas de violência tiveram saídas qualificadas da rede socioassistencial, avançando para uma nova etapa de suas trajetórias. 

Saiba onde encontrar ajuda 

Mulheres em situação de violência doméstica e familiar podem contar com uma rede de apoio, acolhimento e proteção. A rede socioassistencial do município oferece diferentes portas de entrada e possibilidades de atendimento: 

  • Centros de Acolhimento para Mulheres em Situação de Violência: acolhimento temporário, com proteção, segurança e sigilo; 
  • Casa de Passagem para Mulheres Vítimas de Violência: acolhimento emergencial e de curta duração; 
  • CRAS e CREAS: orientação, acompanhamento social e encaminhamento para serviços e benefícios, incluindo o Auxílio Aluguel do Estado; 
  • Programa Tem Saída: apoio para inserção e reinserção no mercado de trabalho. 

Em caso de violência, ligue 180, Central de Atendimento à Mulher, ou 190, da Polícia Militar. Mulheres que precisam de orientação e proteção também podem procurar o CRAS ou CREAS mais próximo para atendimento e encaminhamento à rede de proteção. 

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