Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente
1º Encontro SampaAdapta reúne especialistas, técnicos e comunidade em diálogo sobre medidas de adaptação para o calor extremo
Foto: Douglas Banfalvi
A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA), realizou no dia 26 de junho o 1º Encontro Sampa Adapta, com objetivo de fortalecer a articulação e a integração de medidas de adaptação ao calor extremo. Os mais de 40 participantes dialogaram sobre caminhos para a adoção de medidas de conforto térmico e saúde, que integrem políticas públicas, o conhecimento científico e ações da sociedade civil.
O SampaAdapta é um projeto que investiga como o calor se manifesta em diferentes áreas da cidade e dentro das moradias, ampliando o entendimento sobre os efeitos das altas temperaturas na vida urbana para criar políticas públicas focadas em adaptação. Além de uma perspectiva científica ampla e das interações entre as pastas municipais, o projeto se baseia nos dados de 25 sensores instalados em residências, centros comunitários, escolas e unidades de saúde, nas cinco regiões da cidade. A escolha dos locais levou em conta critérios de vulnerabilidade social, incidência de calor e engajamento comunitário.
O Encontro, que aconteceu no Centro Cultural São Paulo, reuniu equipes técnicas da SVMA, da Secretaria Executiva de Mudanças Climáticas (SECLIMA) e da Secretaria Municipal da Saúde com pesquisadores do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Ambientais da Universidade de São Paulo (IAG/USP), da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e de Design da Universidade de São Paulo (FAU/USP), do Instituto de Pesquisas Tecnológicas da Universidade de São Paulo (IPT/USP), representantes da Parceria por Cidades Saudáveis e representantes da comunidade.
O primeiro bloco de atividades trouxe a perspectiva da política pública e a cooperação estabelecida entre a Prefeitura de São Paulo e a Parceria para Cidades Saudáveis (Partnership for Health Cities), rede global criada em 2017 que apoia cidades na implementação de intervenções de alto impacto voltadas à prevenção de doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) e à promoção de ambientes urbanos mais saudáveis.
"O SampaAdapta, fundamentado nas orientações do Planpavel e do Planclima SP, parte da premissa de que as medidas de adaptação urbana exigem dados consistentes e a integração direta entre todos os agentes que constroem a cidade. A curto prazo, esses dados já evidenciam as áreas críticas e fornecem os insumos urgentes para orientar a ação pública na proteção dos territórios vulneráveis frente às emergências climáticas e, a longo prazo, garantem a robustez necessária para compreendermos o cruzamento entre o calor extremo e as desigualdades socioambientais. A articulação dessa rede proporciona diversidade de perspectivas e constrói o ambiente de confiança indispensável para a sustentabilidade das nossas ações”, enfatiza Rosélia Ikeda, Coordenadora de Planejamento Ambiental da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente.
Em seguida, o evento focou na perspectiva da ciência. Denise Duarte, professora titular da FAU/USP e uma das cientistas que integra o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), da ONU, apresentou uma primeira leitura sobre os dados coletados pelo Sampa Adapta.
"Essa reunião de tantos atores é uma oportunidade única que está acontecendo aqui para este processo de planejamento e vamos fazer todo o possível para que seja uma prática mais perene. Sem a aplicação na realidade, sem a participação cidadã a gente não consegue avançar”, destaca Denise.
No terceiro bloco de atividades, o diálogo se deu a partir das experiências dos territórios e comunidades. A partir da reflexão sobre como o calor extremo é percebido nas comunidades e que medidas são usadas pelas comunidades para aliviar o desconforto, as mesas de trabalho levantaram proposições para o Projeto. Os diálogos transitaram entre a perspectiva técnicas e experiências de quem vive na cidade.
O Encontro, que aconteceu no Centro Cultural São Paulo, reuniu equipes técnicas da SVMA, da Secretaria Executiva de Mudanças Climáticas (SECLIMA) e da Secretaria Municipal da Saúde com pesquisadores do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Ambientais da Universidade de São Paulo (IAG/USP), da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e de Design da Universidade de São Paulo (FAU/USP), do Instituto de Pesquisas Tecnológicas da Universidade de São Paulo (IPT/USP), representantes da Parceria por Cidades Saudáveis e representantes da comunidade.
“Com essa tríade entre governo, academia e comunidade, São Paulo tem tudo para ser uma referência nesse tipo de abordagem e isso pode ser muito interessante para as setenta cidades eu fazem parte da Parceria para Cidades Saudáveis”, explica Tainá Costa, gerente sênior de Comunicação de Programas da Vital Strategies.
O evento, que inaugura uma série de diálogos sobre clima e saúde, reforça o compromisso da Prefeitura de São Paulo com políticas públicas baseadas em dados, cooperação internacional e inovação urbana, fundamentais para enfrentar os desafios de saúde e clima nas grandes cidades.
Sobre SampaAdapta
SampaAdapta é fruto de cooperação entre a SVMA e a Parceria por Cidades Saudáveis, com apoio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) e suporte técnico do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP (IAG/USP. O Projeto é desenvolvido no contexto do Plano de Ação Climática do Município de São Paulo (PLANCLIMA SP) e do Plano Municipal de Áreas Protegidas, Áreas Verdes e Espaços Livres (PLANPAVEL).
O projeto se organiza em três eixos principais: a produção de dados sobre o comportamento do calor em diferentes tipos de moradia e contextos urbanos; o cruzamento dessas informações com indicadores de saúde, como morbidade e mortalidade; e a estruturação de uma rede de conforto térmico, com parques, escolas e equipamentos públicos funcionando como possíveis refúgios climáticos durante períodos de calor extremo.
Sobre a Parceria por Cidades Saudáveis:
A Parceria por Cidades Saudáveis é uma rede global de mais de 70 cidades comprometidas em salvar vidas ao prevenir doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) e lesões. Apoiada pela Bloomberg Philanthropies, em parceria com a OMS e a organização global de saúde Vital Strategies, a iniciativa permite que cidades de todo o mundo ofereçam políticas públicas de alto impacto ou intervenção programática para reduzir as DCNTs e as lesões graves em suas comunidades. Para mais informações visite: https://cities4health.org.
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