Secretaria Executiva de Segurança Alimentar e Nutricional e de Abastecimento

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Quarta-feira, 22 de Abril de 2026 | Horário: 14:01
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São Paulo saiu na frente e já implantou modelo de supermercados públicos anunciado agora por Nova York

Capital paulista já opera sete unidades do Armazém Solidário e prevê ampliar rede com mais três equipamentos até o fim do ano

São Paulo, abril 2026 – A cidade de São Paulo já colocou em prática, desde 2024, uma política pública semelhante à anunciada agora pelo prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, que propôs a criação de supermercados públicos para ampliar a segurança alimentar e garantir comida de qualidade a preços acessíveis. Enquanto a metrópole norte-americana inicia a estruturação do projeto, a capital paulista já conta com sete unidades do Armazém Solidário em funcionamento e deve inaugurar outras três até o fim do ano.

O anúncio foi feito por Mamdani ao completar os cem primeiros dias de governo. Em Nova York, a proposta prevê mercados administrados pela Prefeitura, sem fins lucrativos, com foco em atender famílias em situação de vulnerabilidade social e regiões com baixa oferta de alimentos acessíveis. A primeira unidade deverá ser instalada em East Harlem, bairro popular da cidade.

Em São Paulo, o Armazém Solidário foi criado em janeiro de 2024, na gestão do prefeito Ricardo Nunes, e atende famílias cadastradas no CadÚnico. O programa funciona como mercado popular, oferecendo alimentos industrializados, hortifrutigranjeiros, produtos de higiene e limpeza com preços, em média, 30% menores do que os praticados no comércio tradicional de cada região.

Além da comercialização, o programa também atua diretamente no combate à fome por meio da Banca Solidária, espaço que distribui gratuitamente itens básicos como arroz, açúcar, farinha, leite em pó e até ração para pets. Os produtos são arrecadados pelo Banco de Alimentos do município, e cada pessoa pode retirar até um quilo por dia.

Atualmente, as sete unidades estão localizadas no City Jaraguá, Jaraguá e Estrada do Sabão, na Brasilândia (Zona Norte); São Miguel Paulista, Guaianases e Cidade Tiradentes (Zona Leste); e M’Boi Mirim (Zona Sul), considerada a mais nova e moderna da rede. Outras três unidades já estão previstas para Pedreira, Grajaú e Itaquera.

Somente em 2025, o Armazém Solidário realizou mais de 800 mil atendimentos e comercializou mais de 11 milhões de produtos. Entre os destaques estão mais de mil toneladas de arroz vendidas e 1,5 milhão de litros de leite comercializados. O volume financeiro movimentado ultrapassou R$ 60 milhões, com média diária de quatro mil atendimentos e índice de aprovação de 85%.

Outro diferencial do programa é a qualidade nutricional dos produtos ofertados: 94% dos itens disponíveis são in natura ou minimamente processados. Além disso, as famílias têm autonomia para escolher os itens que desejam levar para casa, conforme suas necessidades e preferências alimentares, em um modelo mais eficiente e humanizado do que a distribuição convencional de cestas básicas.

O Armazém Solidário integra um conjunto de iniciativas da Prefeitura de São Paulo que garantiu à cidade, em 2025, reconhecimento no Guinness World Records como o maior programa municipal de segurança alimentar do mundo.
 

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