Secretaria Municipal da Saúde

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Sexta-feira, 10 de Abril de 2026 | Horário: 19:12
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Quatro projetos da Saúde da capital paulista são premiados no 39° Cosems/SP

Iniciativas contemplam temáticas diversas como atendimento domiciliar, práticas integrativas, saúde mental e Consultório na Rua
Grupo de dez pessoas posa lado a lado sobre um palco, sorrindo para a foto, durante um evento. Ao centro, uma mulher segura um troféu e, à direita, outra participante exibe um certificado. Todos usam crachás e estão diante de um painel azul com letras grandes ao fundo. A cena transmite um momento de reconhecimento e celebração coletiva.

Representantes da SMS durante a cerimônia de premiação nesta tarde em Santos: reconhecimento (Acervo Ascom)

Quatro projetos de profissionais da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) foram premiados no 39º Congresso de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo (Cosems/SP), encerrado nesta sexta (10), em Santos. 

“Fomos premiados com diversas temáticas como o atendimento domiciliar, práticas integrativas, saúde mental e Consultório na Rua, o que mostra a inovação dos nossos profissionais e a força da nossa rede de saúde”, ressalta Lígia Brunetto Borgianni, coordenadora da Atenção Básica da SMS. 

Confira abaixo as premiações: 

Prêmio David Capistrano
Projeto: “Serei A do asfalto com mais de 35 anos. Um bom par entre longevidade trans e o Consultório na Rua”

A experiência apresenta o cuidado longitudinal desenvolvido pelo programa Consultório na Rua no Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto com mulheres transexuais em situação de rua no território de Pinheiros, na zona oeste. Considerando a baixa expectativa de vida da população trans no Brasil, o envelhecimento é um ato de resistência frente às violências estruturais e à exclusão social. O trabalho descreve estratégias voltadas ao acesso a direitos, regularização documental, inserção em políticas socioassistenciais, retomada educacional e adesão ao cuidado em HIV, com ênfase no vínculo e na escuta qualificada. 

Prêmio Opas
Projeto: “Práticas Integrativas e Socialização: Caminhando para uma adaptação climática na Saúde do Idoso”
Unidade: UBS Castro Alves (CRS Leste)

No território de Cidade Tiradentes, zona leste da capital, identificou-se vulnerabilidades relacionadas ao envelhecimento populacional e aos impactos das mudanças climáticas na saúde dos idosos. Diante desse cenário, a experiência foi desenvolvida no âmbito do Programa Ambientes Verdes e Saudáveis (Pavs). As caminhadas associadas à educação em saúde ambiental ocorrem três vezes por semana, em horários mais amenos e em áreas arborizadas, abordando temas como hidratação, exposição solar segura, prevenção de quedas e adaptação às emergências climáticas. Como resultado, os participantes apresentaram melhora da disposição física, mobilidade, saúde mental e adoção de práticas protetivas frente aos eventos climáticos.

Menção Honrosa
Projeto: “Saúde mental em territórios multiculturais: experiência intersetorial com crianças bilíngues”
Unidade: UBS Vila Maria (CRS Norte)

A experiência relata uma ação desenvolvida pelo Centro de Atenção Pisicossocial (Caps) Infantojuvenil III Vila Maria/Vila Guilherme, em articulação com a Atenção Básica e a Educação Infantil, com forte presença de famílias imigrantes, especialmente bolivianas. Diante do aumento de crianças bilíngues com sofrimento psíquico e atrasos na linguagem, intensificados na pandemia de Covid-19, foram realizadas ações formativas e educativas com profissionais da saúde e da educação. Como resultados, foram observadas mudanças nas práticas institucionais, fortalecimento dos vínculos familiares, adesão ao cuidado em saúde mental e tradução de materiais para o espanhol.

Destaque experiências municipais por Redes Regionais de Atenção à Saúde (RRAS)
Projeto: “Articulação da Emad com demais pontos da Rede de Atenção à Saúde (RAS)”
Unidade: UBS Vila Penteado (CRS Norte) 

Relato de experiência sobre a articulação da RAS para garantia do cuidado paliativo a uma pessoa idosa acompanhada pela Atenção Domiciliar. O paciente, em cuidados paliativos exclusivos, foi desospitalizado conforme desejo de ficar em domicílio. Com a progressão do quadro clínico e caracterização do processo de morte ativa, realizou-se discussão multiprofissional e decisão compartilhada, resultando no retorno ao hospital de referência, com leito previamente reservado e remoção articulada pela rede. A organização do fluxo evitou internação em pronto-socorro e assegurou continuidade do cuidado paliativo. Após o óbito, a equipe realizou acolhimento à família. A experiência evidencia a importância da articulação da rede e da coordenação do cuidado no contexto do envelhecimento.

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