Secretaria Municipal da Saúde

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Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2026 | Horário: 17:00
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Saúde dá continuidade a capacitações da Linha de Cuidado do AVC

Depois da zona sul, treinamentos seguem na zona norte até o fim deste ano para implantação do atendimento unificado em AVC nas unidades de urgência do município e do estado
A imagem mostra um auditório lotado durante um evento ou seminário na área da saúde. No palco, há uma mesa com vários especialistas sentados, enquanto um homem fala ao púlpito, identificado com o logotipo da UNIP (Universidade Paulista).  Ao fundo, um telão exibe a apresentação “Linha do Cuidado do AVC 360º na Cidade de São Paulo”, indicando que o encontro aborda a organização e o atendimento integral aos casos de Acidente Vascular Cerebral.  Na plateia, composta majoritariamente por adultos, profissionais da área da saúde acompanham atentamente a discussão, alguns fazendo anotações ou utilizando notebooks. As cadeiras estão organizadas em fileiras, voltadas para o palco.  O ambiente é formal e institucional, característico de um evento técnico ou científico, voltado à capacitação, troca de experiências e fortalecimento das políticas públicas de saúde.

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) promoveu, na terça-feira (24), a abertura da capacitação do Projeto da Linha de Cuidado do Acidente Vascular Cerebral (AVC) para a Coordenadoria Regional de Saúde Norte (CRS-Norte), no auditório da Universidade Paulista (Unip). 

Gestores, especialistas e representantes da rede municipal e estadual de saúde apresentaram um histórico da Rede AVC, projeto de integração dos serviços da rede de atenção à urgência, como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), de Assistência Médica Ambulatorial (AMAs) e os hospitais, para o atendimento rápido ao paciente com suspeita de AVC.

Fluxos de atendimento, a comunicação eficiente entre profissionais envolvidos nesse atendimento, como enfermeiros, médicos, fisioterapeutas de hospitais municipais e estaduais das regiões norte estão no conteúdo da formação, que começou pela região sul da cidade. A meta é passar pelas seis regiões do município, incluindo também na capacitação os agentes comunitários de saúde (ACSs), para a identificação precoce dos casos na rotina de visitas às casas nos bairros.

Esses treinamentos de equipes fazem parte da implantação da linha de cuidado do AVC 360º, que implica também na organização da rede assistencial, com a adequação da estrutura na porta de unidades de urgência, conforme o novo fluxo. Os eixos de estruturação da linha de cuidado preveem indicadores de qualidade, educação sustentável e educação em saúde compartilhados entre o município e o Estado de São Paulo.  

Linha de Cuidado do AVC 360°
A Linha de Cuidado do AVC 360º consolida uma estratégia iniciada pela Saúde municipal em 2023. O projeto ganhou novo impulso em maio de 2025, quando passou a contar com a parceria estratégica da Secretaria de Estado da Saúde (SES) para o modelo 360°. A partir dessa reformulação, foi possível integrar a rede assistencial e articular as esferas municipal e estadual para assegurar o atendimento integral ao paciente. 

A iniciativa visa o tratamento do AVC em fase aguda, com utilização da trombólise, procedimento com medicamentos para dissolver coágulos sanguíneos que bloqueiam o fluxo sanguíneo, salvar mais vidas e evitar sequelas nos pacientes. 

A linha contempla todo o trajeto do paciente com AVC: do atendimento pré-hospitalar, pelo Samu, até a reabilitação nos Centros Especializados em Reabilitação (CERs). A prioridade é reduzir o tempo porta-agulha — intervalo decisivo entre a chegada do paciente ao hospital e o início da medicação. Desde 2025, a SMS capacita as equipes de profissionais envolvidos nesses atendimentos e nas demais fases do cuidado.

Hospitais municipais serão Centros de AVC
O secretário municipal da Saúde (SMS), Luiz Carlos Zamarco, participou da mesa de abertura do evento, que teve ainda o secretário-adjunto da SMS, Maurício Serpa, o secretário-executivo de Atenção Hospitalar, José Carlos Ingrund, a coordenadora de assistência da atenção hospitalar, Flávia Porto Terzian e a secretária-executiva de Atenção Básica, Especialidades e Vigilância Sanitária (Seabevs), Sandra Sabino. 

"Trabalhei com urgência e emergência por muito tempo na rede municipal, e posso afirmar que estamos sempre buscando soluções para atender aos pacientes adequadamente.  Somos 12 milhões de habitantes, e essa parceria com o Governo do Estado na linha de Cuidado do AVC nos possibilita melhorar ainda mais a qualidade dos nossos serviços à população, salvar mais vidas", disse o secretário, lembrando que, de janeiro a dezembro de 2025, foram mais de 700 casos de pacientes tratados com trombólise na rede municipal de saúde e que receberam alta médica sem quaisquer sequelas.

Diante do cenário municipal, onde 13.084 internações foram motivadas por casos de acidente vascular cerebral, em 2025, a relevância dos Centros de AVC para a redução da mortalidade e das sequelas em pacientes é visível. Atualmente, 16 hospitais municipais e estaduais estão capacitados para essa finalidade, equipados com telemedicina, trombolítico, equipes capacitadas e monitoramento de indicadores. 

Campo Limpo caminha para certificação tipo 2
Desses, o hospital do Campo Limpo é modelo, tanto que aguarda do Ministério da Saúde a habilitação tipo 2, que na Linha de Cuidado do AVC 360º significa estar apto a oferecer atendimento especializado, com estrutura, equipe capacitada e protocolos definidos para o diagnóstico e tratamento na fase aguda. 

Suporte 24 horas, acesso a exames de imagem, como tomografia, possibilidade de trombólise intravenosa e articulação com a rede de urgência, regulação, o que garante atendimento rápido, seguro e integrado ao fluxo assistencial do AVC são pré-requisitos para receber investimentos federais. "Nós saímos de uma média de internação de 14 para 7 dias, desde 2021", relata o neurologista e coordenador da Linha de Cuidado do AVC no hospital Campo Limpo, Júlio Cesar Pereira Filho. 

Além do Campo Limpo, os hospitais municipais Dr. Carmino Caricchio, do Tatuapé, e o Hospital Municipal Dr. Moysés Deutsch, M'Boi Mirim, também passam por essa avaliação pela WSO - World Stroke Organization.

Para ser considerado um Centro de AVC tipo 1, a unidade precisa ter dois leitos para AVC agudo; já no tipo 2, é necessário ter cinco leitos; no tipo 3, ofertar 10 leitos, além de outros critérios. “O hospital do Campo Limpo está em transição para o tipo 2. Estamos fazendo essas capacitações por fases para aumentar a complexidade dos atendimentos e conduzir as habilitações desses hospitais, com o apoio das certificações”, explica a assessora técnica da atenção hospitalar municipal, Gislane Fazzolari. 

Presidente da Rede Brasil AVC, a neurologista Sheilla Cristina Ouriques Martins, também aposta nessa parceria entre município e estado. “É um modelo a ser seguido pelo Brasil, porque o cuidado do AVC tem de ser visto em rede, com uma estrutura organizada e integrada, como está sendo feito aqui em São Paulo" elogia.  

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