Secretaria Municipal da Saúde

Segunda-feira, 15 de Junho de 2026 | Horário: 10:00
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Violência contra a pessoa idosa: Prefeitura oferta acolhimento, prevenção e cuidado integrado nas unidades de saúde da capital

Núcleos de Prevenção à Violência estão presentes em todos os serviços de saúde municipais, incluindo as 482 UBSs
A imagem mostra uma atividade coletiva realizada em uma unidade de saúde, reunindo profissionais e usuários em uma roda de conversa.  Em primeiro plano, três profissionais da saúde, vestindo jalecos brancos com a identificação do SUS, participam da discussão. Um deles utiliza máscara cirúrgica. À frente deles, sentados em cadeiras dispostas em círculo, estão homens e mulheres de diferentes faixas etárias, incluindo pessoas idosas, acompanhando atentamente o encontro.  O ambiente é claro, organizado e bem iluminado, com paredes brancas e mobiliário simples. A disposição das cadeiras em círculo favorece a interação e o diálogo entre participantes e equipe de saúde.  A cena remete a ações de promoção da saúde, educação em saúde ou grupos terapêuticos desenvolvidos na Atenção Básica, em que usuários compartilham experiências, recebem orientações e fortalecem vínculos com os profissionais e com a comunidade. A fotografia transmite uma ideia de acolhimento, escuta qualificada e cuidado coletivo, características importantes do trabalho realizado nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

Trabalho de conscientização sobre violência contra idosos realizado na Ursi Santana/Jaçanã (Acervo/SMS)

A violência contra a pessoa idosa muitas vezes é invisível e silenciosa. Para ampliar a conscientização sobre o tema e fortalecer as ações de prevenção, acolhimento e proteção, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) reforça, neste Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, 15 de junho, a importância da identificação precoce e do acompanhamento integrado realizado na rede municipal de saúde.

Na capital, os casos são acompanhados pelas equipes multiprofissionais das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), dos serviços especializados e pelos Núcleos de Prevenção à Violência (NPVs), que atuam na identificação, acolhimento, notificação e construção do plano de cuidado das vítimas.

Na Unidade de Referência à Saúde do Idoso (Ursi) Santana/Jaçanã, por exemplo, o tema atravessa diferentes ações do equipamento, desde o acolhimento até o acompanhamento de idosos e familiares. Segundo a assistente social do NPV da unidade, Hellen Goulard Orlandi, o fortalecimento do vínculo e a escuta qualificada são fundamentais para que o idoso consiga reconhecer e relatar situações de violência.

“A prevenção começa no acolhimento, nas avaliações multiprofissionais e no fortalecimento do vínculo com as equipes. A escuta qualificada ajuda a entender os diferentes tipos de violência e também a reconhecer os sinais”, explica.

De acordo com a profissional, muitos casos envolvem violência patrimonial e financeira, quando familiares ou terceiros retêm cartões bancários e utilizam indevidamente aposentadorias ou controlam os recursos do idoso. Também são frequentes situações de violência psicológica, negligência e abandono. “A equipe trabalha o empoderamento do idoso para que ele compreenda que determinadas situações não são normais e que ele tem direito à proteção e ao cuidado. Muitas vezes, essas violências acabam sendo naturalizadas dentro das relações familiares”, afirma.

Nas Ursis como a Santana/Jaçanã, o cuidado inclui acolhimento multiprofissional, apoio matricial com a UBS de referência, acompanhamento integrado e orientação às famílias e cuidadores. Nos casos envolvendo pacientes com demência, as equipes também desenvolvem ações voltadas ao cuidado dos cuidadores, com orientações sobre manejo, rede de apoio e prevenção da sobrecarga familiar. “A pessoa que comete a violência também precisa ser escutada para entendermos o contexto daquela situação e oferecer o cuidado adequado antes mesmo das instâncias jurídicas”, destaca Hellen.

Vigilância e notificação fortalecem proteção
O Núcleo de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis (NDANT), área técnica da Divisão de Vigilância Epidemiológica (DVE), da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa), reforça que a notificação dos casos é uma ferramenta essencial para garantir proteção e acesso à rede de cuidado. Segundo dados do NDANT, o município de São Paulo registrou 4.324 notificações de casos violência contra pessoas idosas em 2025. 

As notificações permitem fortalecer políticas públicas voltadas à proteção da pessoa idosa. A SMS destaca que os profissionais de saúde têm papel fundamental na identificação dos sinais e no acolhimento humanizado das vítimas.

Mesmo quando a pessoa idosa não deseja formalizar denúncia, os serviços de saúde realizam a notificação e seguem acompanhando o caso, respeitando a autonomia e as decisões do paciente. “A notificação fortalece essa pessoa e ajuda a construir um plano de cuidado voltado para a proteção e para o rompimento do ciclo de violência”, reforça Hellen.

Como denunciar
Em situações de suspeita ou confirmação de violência contra a pessoa idosa, familiares, vizinhos e profissionais podem procurar uma UBS, serviços da rede de proteção social ou realizar denúncias pelos canais oficiais:
•    Disque 100 – Direitos Humanos
•    Delegacias Especializadas em proteção ao idoso de São Paulo
•    Polícia Militar – 190

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