Secretaria Municipal da Saúde

Sexta-feira, 31 de Julho de 2026 | Horário: 14:00
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Zona Leste se integra à Linha do Cuidado do AVC 360º na cidade de São Paulo

Hospital Municipal Cidade Tiradentes reúne profissionais da região para consolidar a rede integrada de atendimento e ampliar o acesso ao tratamento em tempo oportuno

Em mais uma etapa da implementação da Linha do Cuidado do AVC 360º na cidade de São Paulo, o Hospital Municipal Carmen Prudente - Cidade Tiradentes recebeu nesta quarta-feira (29) os profissionais capacitados pelo protocolo de atendimento na zona leste da capital durante o encontro “São Paulo que se conecta, do tempo à esperança”.

Compuseram a mesa de abertura do evento final da capacitação, o secretário adjunto da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) Maurício Serpa; o secretário executivo da Atenção Hospitalar, José Carlos Ingrund, a diretora substituta do Departamento Regional de Saúde, Flávia Carota, a superintendente diretora-presidente do Santa Marcelina Saúde, Irmã Rosane Ghedin, a assessora técnica do gabinete da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo: Elisabete Liso, a assessora técnica da Coordenadoria Regional de Saúde Leste Deborah Magalhães Cerqueira e o diretor técnico do HM Cidade Tiradentes, Marcelo Feres.

"Não foi só um curso de preparação. É uma transformação que a gente está fazendo na cidade de São Paulo”, afirmou o cardiologista Mauricio Serpa. "Quando a gente começa a olhar os números e entender um funcionamento de fato em rede, isso enche qualquer profissional de saúde de orgulho."
Desde 2023, São Paulo protagoniza um crescimento consistente no número de trombólises em pacientes com AVC isquêmico dentro da janela terapêutica de até 4,5 horas nos hospitais municipais de São Paulo: em 2026 já foram realizadas 286 trombólises (janeiro e maio). Em 2025 foram 754 trombólises, ante 539 em 2024 e outras 425 trombólises em 2023.

Na região leste, esta estratégia possibilitou aumento no número de pacientes com AVC isquêmico que receberam medicamento trombolítico (capaz de dissolver coágulos) de 99 para 174, um aumento de 88% que indica ampliação efetiva do acesso ao tratamento oportuno, com mais pacientes chegando ao hospital em tempo hábil, sendo corretamente avaliados, diagnosticados e tratados. A evolução reflete melhorias estruturais e organizacionais da rede, com impacto direto na redução da mortalidade e das sequelas do AVCi. Ou seja, mais pessoas estão conseguindo chegar ao hospital a tempo de receber trombólise, que é um tratamento tempo-dependente.

Os profissionais participaram ainda de uma série de palestras e atividades que visam fortalecer a resposta rápida e qualificada para salvar vidas e reduzir sequelas dos acidentes vasculares cerebrais.    

"Investir em educação permanente é investir diretamente na segurança do paciente e na qualidade da assistência”, salientou o cirurgião vascular, José Carlos Ingrund, secretário-executivo de Atenção Hospitalar da capital.

A enfermeira Gislane Soares Fazzolari, assessora técnica e coordenadora do projeto na SMS detalhou aos participantes, incluindo uma delegação de Minas Gerais que veio conhecer as inciativas do SUS paulistano, a organização e estruturação da Rede AVC Integrada na capital.

Integração
Os profissionais de saúde também puderam conhecer a Implantação do método triagem no atendimento ao AVC feito pelo Samu. "Do primeiro contato à porta do hospital" como anunciou a doutora em enfermagem, Marisa Malvestio, representante do Samu 192 de São Paulo, que apresentou dados regionais, como a frota de 26 veículos e as 7.988 ocorrências atendidas somente no mês de abril.

O evento teve ainda várias apresentações: da neurologista Marcele Schettini de Almeida, do Grupo de Neurologia Vascular do Hospital das Clínicas da USP, que falou ainda sobre o atendimento ao AVC Agudo, da equipe da UPA 26 de Agosto, que apresentou as unidades de pronto atendimento como elo estratégico da Rede AVC Integrada 360º ao fazer reconhecimento precoce, estabilização e transferência segura para o tratamento definitivo.    
Já a equipe do Hospital Santa Marcelina de Itaquera detalhou a organização da linha de cuidado do AVC em um centro de alta complexidade e os resultados da Terapia de Reperfusão em um Centro de Referência, que de 2010 a 2026 tratou mais de 12.800 pacientes com AVC.

Contudo, como ressaltou o diretor técnico do HM Cidade Tiradentes, Marcelo Feres, “a qualidade de uma linha de cuidado não é medida apenas pela excelência de um hospital, mas pela capacidade de toda a rede atuar como um único sistema".

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